Ceará tem menor número de mortes por dengue em 18 anos

Foto: Pixabay/Pexels

O cenário epidemiológico da dengue no Ceará apresenta uma dualidade: ao mesmo tempo que celebra uma marca histórica de redução de casos e mortes, em 2025, acende um alerta para o futuro próximo. As autoridades de saúde monitoram com cautela a reintrodução de um tipo viral que há muito não causava impacto no território cearense.

O ano de 2025 ganhou destaque por registrar o menor número de mortes por dengue em 18 anos, com 3 óbitos confirmados. Com cerca de 4.742 casos, o período foi de “baixíssima transmissão”, permitindo que o Estado alcançasse um cenário de controle importante.

Os dados foram analisados pelo Diário do Nordeste com base em boletins epidemiológicos da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e na plataforma IntegraSUS, alimentada pela mesma Pasta, e confirmados em entrevista junto ao secretário-executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto (Tanta).

Tanta também lembra que Fortaleza não registrou óbitos pela doença. A última vez que isso ocorreu foi em 1997, ou seja, há 28 anos, segundo monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Historicamente, o Estado enfrentou períodos críticos de alta mortalidade desde 2007. O ano de 2013 foi o mais letal das últimas décadas, com 70 mortes confirmadas, seguido de perto por 2015, com 67 óbitos, e 2011, com 66. 

Nos anos subsequentes, houve uma tendência de queda. Em 2023 e 2024, o número de óbitos estabilizou em 9 casos anuais, com uma redução gradativa no total de infectados. 

Com informações do Diário do Nordeste

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