Ex-prefeito de Nova Olinda e comandante da PM são alvos de operação que apura duplo homicídio no Cariri

Foto: Reprodução

Uma operação com 50 policiais civis e militares foi realizada nas primeiras horas desta quarta-feira (27) para cumprir cinco mandados de prisão e busca e apreensão nas cidades de Juazeiro do Norte, Nova Olinda e Porteiras. A ação investiga um duplo homicídio ocorrido em novembro de 2025, quando criminosos arrombaram uma residência, dispararam vários tiros e mataram um homem de 46 anos.

Entre os principais alvos da operação estão o ex-prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito Alencar, e o comandante do destacamento da Polícia Militar do município.

Em nota, a defesa de Ítalo Brito Alencar Alves disse que recebeu com surpresa o cumprimento da medida de busca e apreensão realizada nesta quarta-feira (27). "Especialmente porque, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos da investigação e aos fundamentos que embasaram a decisão judicial".

A defesa explica que adotará as providências necessárias para obtenção de acesso ao conteúdo integral do procedimento. Somente após isso, irá se manifestar.

"A defesa reafirma a plena confiança nas instituições e no Poder Judiciário, acreditando que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular da investigação, com observância das garantias legais e constitucionais", concluem os advogados.

O crime investigado vitimou o comerciante Ronaldo Nunes, de 46 anos, conhecido como "Ronaldo do Mercantil", e um mototaxista que passava pelo local.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que homens encapuzados chegam em uma caminhonete, derrubam o portão da casa do comerciante e disparam vários tiros. Na fuga, os criminosos também mataram o mototaxista.

A investigação aponta uma ligação complexa entre vítima e suspeitos. Em março do ano passado, meses antes de ser assassinado, o comerciante Ronaldo Nunes havia sido preso como um dos principais suspeitos de arquitetar um plano para matar o então prefeito Ítalo Brito.

Segundo as apurações, um celular da vítima, que os executores jogaram em uma piscina para destruir provas, foi recuperado ainda funcionando pela polícia. A análise dos dados do aparelho teria sido fundamental para o avanço da investigação e para a operação deflagrada hoje.

Com informações do G1 CE

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