Gripe grave por VSR tem aumento de casos no Ceará

Foto: Pexels

A circulação dos vírus respiratórios no Ceará apresentou uma mudança de comportamento nas últimas semanas. Embora o número total de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tenha diminuído, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – que pode evoluir para infecções graves em grupos vulneráveis – teve incremento no monitoramento oficial entre os pacientes hospitalizados.

Segundo os últimos informes epidemiológicos divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o número passou de 1.006 casos entre as semanas 14 e 17 (de abril a início de maio) para 945 entre as semanas 18 e 21 (do início ao fim de maio). 

No intervalo anterior, o rinovírus era o principal agente identificado nos casos graves (31,5%). Porém, no informe mais recente, o VSR apareceu isolado no topo, sendo responsável por 40,9% das detecções de SRAG nas últimas quatro semanas. 

A positividade laboratorial do VSR também deu um salto expressivo: enquanto na semana 16 estava em 11,9%, na semana 21 ela atingiu seu patamar mais alto, chegando a 26,0%.

Esse vírus é conhecido por causar complicações respiratórias em crianças pequenas, e os dados confirmam essa vulnerabilidade: o grupo etário mais atingido pela SRAG em ambos os períodos foi o de crianças de 1 a 4 anos. No boletim mais recente, esse público representou 26,7% do total de notificações no Ceará.

Outro ponto de destaque na comparação dos boletins é uma mudança de comportamento dos vírus da gripe. A Influenza A, que foi responsável por muitos quadros no início do ano, baixou de 2,2% de positividade na semana 17 para 1,1% na semana 21.

Em contrapartida, a Influenza B segue em ascensão. O vírus, que registrava 6,8% de positividade na semana 16, praticamente duplicou a presença na última análise, alcançando 12,1% de positividade na semana 21.

Com informações do Diário do Nordeste

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