Bebê afogado em piscina foi velado sobre pedras no chão em Caucaia

Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

Uma situação de descaso marcou o velório do bebê Yuri Ravi Lima Maciel, no Cemitério São José, em Caucaia, no Ceará, após morrer afogado em uma piscina no município. O local, que fica no bairro Cigana, no município da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), está sem estrutura adequada, de modo que a criança teve que ser velada com o caixão sobre pedras improvisadas pelos próprios familiares.

Após a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), a criança de 1 ano e 11 meses foi levada para ser velada e sepultada no espaço anexo do Cemitério São José. Ao chegar ao local, no entanto, a família se deparou com a falta total de estrutura para a realização de um velório.

Sem sala apropriada ou qualquer suporte básico, o caixão precisou ser colocado sobre pedras para evitar que ficasse diretamente no chão. A cena gerou indignação entre os presentes, que denunciaram o abandono do espaço público. Moradores da região relataram que a situação é recorrente e que muitas famílias deixam o cemitério revoltadas com o que consideram desrespeito por parte do poder público.

A precariedade no velório ocorreu após uma tragédia que abalou a cidade. Yuri Ravi morreu afogado na manhã desta segunda-feira (2), no município de Caucaia. O acidente aconteceu enquanto o menino estava sob os cuidados da irmã adolescente, de 13 anos, que cuidava do irmão enquanto a mãe trabalhava. Segundo apuração da TV Cidade Fortaleza, a adolescente saiu rapidamente até uma mercearia, deixando a criança sem supervisão direta.

Nesse intervalo, o bebê conseguiu sair do apartamento e caiu em uma piscina infantil desativada do condomínio onde a família morava, na região da Tabuba. O local estava com água suja, lama e lixo, o que dificultou a visualização da criança. Ao retornar ao apartamento e estranhar o silêncio – já que o menino era bastante ativo –, a adolescente iniciou buscas e pediu ajuda a moradores do condomínio.

Durante as buscas, um morador olhou para dentro da piscina e encontrou a criança submersa, já sem reação. O síndico do condomínio prestou socorro imediato e levou o bebê ao quartel do Corpo de Bombeiros do Icaraí. No local, equipes realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, com apoio médico e acionamento da aeronave da Ciopaer, mas a criança não resistiu e teve a morte confirmada.

A mãe de Yuri trabalha em um restaurante no Cumbuco e havia se mudado recentemente do bairro Icaraí para a Tabuba, com o objetivo de morar mais perto do trabalho. Grávida, ela é mãe de três filhos: dois adolescentes e o bebê que morreu. A adolescente de 13 anos, além de cuidar do irmão, também é mãe de um bebê de dois meses.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) esteve no condomínio, realizou registros e levantamentos no local do afogamento. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar possíveis responsabilidades, incluindo a falta de isolamento adequado da piscina desativada.

Com informações do portal GCMais

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem